A Procuradoria da Câmara Municipal de Campo Grande reuniu os dois requerimentos que pediam a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Consórcio Guaicurus e deu parecer favorável para a investigação do transporte público da Capital. Agora, com os dois objetos agrupados, o foco da CPI passa a ser mais abrangente, considerando todas as partes envolvidas no contrato de concessão, revelou o presidente da Casa de Leis, vereador Papy (PSDB).
O anúncio da abertura da CPI acontecerá nesta terça-feira (18), um pouco antes do início da sessão ordinária, adiantou o presidente. O parecer da Procuradoria reúne os requerimentos protocolados pelos vereadores Júnior Coringa (MDB) e Dr. Lívio (UNIÃO).
No primeiro documento, Coringa elencou como objeto do pedido investigar possíveis irregularidades nos serviços prestados pelo Consórcio Guaicurus, por meio da análise contratual. Já no segundo, apresentado por Lívio, o foco está no cumprimento do TAG (Termo de Ajustamento de Gestão) firmado há cinco anos e na frota sucateada, oferecida pelas empresas com lucros bilionários, aos cidadãos campo-grandenses.
O parecer, conforme adiantado, reúne os dois objetos. O documento final ainda não foi divulgado. Em entrevista ao Midiamax, o vereador Papy ressaltou a importância do parecer e lembrou do trabalho realizado pelos técnicos da Casa para que o documento fosse constituído. “A Câmara precisa ser valorizada no sentido da coragem, mas também da responsabilidade”, disse ele.
O procurador-geral da Câmara, Gustavo Lazzari, explicou como será o trâmite daqui para frente. Agora, Papy e os vereadores se reunirão para definir, conforme a composição partidária, quem irá compor a CPI, quem fará a relatoria e qual parlamentar ficará na presidência dos trabalhos.
“[O presidente] vai baixar o ato especificando os fatos a serem investigados, o prazo de duração, como se fosse uma portaria de instauração. E a partir daí, os trabalhos da CPI serão iniciados”, afirmou.
Questionado pela reportagem, o vereador Júnior Coringa disse que soube do parecer favorável ao pedido pela imprensa. Já Dr. Lívio não respondeu aos questionamentos; o espaço permanece aberto.
- MDX